Comentários acerca do Cap.3
do livro pedagogia da autonomia de Paulo
freire.
Vitor Pignaton Acerbi.
Ensinar é uma especificidade
humana
Exige segurança, competência
profissional e generosidade.
O professor que não leve a
sério sua formação, que não estuda, que não se esforça para estar à altura de
sua tarefa não tem força moral para coordenar as atividades de sua classe.
Sabemos que isso é pura verdade, e infelizmente realidade de alguns locais. Na
prática ocorre que o professor quer se mostrar ser o que não é, até que em
certo momento se depara com algum aluno que leva os estudos bem a sério e
começa a lhe fazer perguntas da qual ele não tem o conhecimento, muitas vezes
por falta de vontade de buscar as respostas, ou também como já vimos no
capitulo anterior, lhe falta uma característica indispensável, a curiosidade. E
com isso tudo ocorrendo, claro, a incompetência profissional desqualifica a
autoridade do professor.
Sabemos como é horrível ter
aquele professor que demonstra arrogância, que julga alguns de forma pesada
porem com outros e com ele mesmo, afinal professor também erra, e muito, julga
de forma mansa e branda.
Freire ressalta a importância
da autoridade coerentemente democrática, fundando-se na certeza da importância,
quer de si mesma, quer da liberdade dos educandos para a construção de um clima
de real disciplina, jamais minimiza a liberdade. Pelo contrário, aposta nela.
Empenha-se em desafiá-la sempre e sempre; jamais vê, na rebeldia da liberdade,
um sinal de deterioração da ordem. Será que é assim que nós estamos sendo? Estamos
abrindo oportunidades para que nossos alunos expressem suas opiniões? Será que
quando digo: Sou democrático, meus alunos tem direitos, ele são livres. Estamos
falando a verdade? É muito importante que sim! Estamos formando mentes pensantes,
estamos contribuindo na formação de pessoas que construirão nosso futuro. Eles,
os educandos são quem estarão no auge de sua vida, provavelmente em todos os
sentidos, quando a maioria de nos já não estiver mais, isso em muitos sentidos.
Por isso a importância de levarmos estes questionamentos bem a serio, pois são
de grande responsabilidade.
Por isso que Ensinar exige
comprometimento, não posso ser professor sem me por diante dos alunos, sem
revelar com facilidade ou relutância minha maneira de ser, de pensar
politicamente. Não posso escapar à apreciação dos alunos.
Ensinar exige compreender
que a educação é uma forma de intervenção no mundo; Ensinar exige liberdade e
autoridade; Ensinar exige tomada consciente de decisões; Ensinar exige saber
escutar. Este é um tópico que chama a atenção de todos, afinal quando se é
professor há tanto a falar, não é verdade? Tanto a conteúdo a passar, a transmitir,
e na maioria das vezes não se consegue transmitir tudo não é mesmo? E como é
que se faz isso? Falando, e falando muito! Mas, e aí, em que momento estamos
escutando nossos alunos, conversando com eles sobre o que está difícil, o que
eles não estão gostando, o que eles gostariam que melhorasse na sala de aula,
na sua casa, na sua cidade, no seu estado, no seu país, no mundo. Afinal, não
podemos nos limitar quando se trata de educação a passar simplesmente o que
está no livro, mas também tentar passar visões de mundo para os alunos. E dentro
destes pontos que devemos escutar. Escutar é fundamental, afinal como dito por
Freire, “O educador que escuta aprende a difícil lição de transformar o seu
discurso, às vezes necessário, ao aluno, em uma fala com ele.” Sim, é isso
realmente, se simplesmente falarmos poderemos de certa forma estar jogando
palavras ao vento, se não soubermos de que se trata especificamente o assunto
de interesse do aluno, mas, se primeiramente ouvirmos, e escutarmos
atentamente, aí sim, terá toda diferença, e com certeza nosso discurso será
diferente, e a atenção de quem nos ouve também será!
Ensinar exige reconhecer que
a educação é ideológica; Ensinar exige disponibilidade para o diálogo; Ensinar
exige querer bem aos educandos. E é neste ultimo tópico que Freire finaliza o
livro. Após tudo escrito, sendo lido, achei interessante colocar como ultimas
palavras minhas, repetir as ultimas de Freire que são emocionantes, e talvez
até mesmo toquem os corações gélidos daqueles professores que ainda acham que arrogância
é sinal de competência na área da intelectualidade, que isso gente, vamos lá,
permitam que estas palavras de Freire norteiem um pouco seus modos de pensar e também
de agir: “Não é a minha arrogância intelectual a que fala de minha rigorosidade
científica. Nem a arrogância é sinal de competência nem a competência é causa
de arrogância. Não nego a competência, por outro lado, de certos arrogantes,
mas lamento neles a ausência de simplicidade que, não diminuindo em nada seu
saber, os faria gente melhor. Gente mais gente.”
Nenhum comentário:
Postar um comentário