quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Comentários acerca do Cap.1 do livro pedagogia da autonomia de Paulo freire. Vitor Pignaton Acerbi.

Não há docência sem discência.

Logo pelo começo do capitulo, Freire cita dois exemplos que levam o leitor a reflexão sobre a importância de se ter domínio sobre determinada pratica para conseguir exerce-la com maestria. Cita a ação cozinhar e a de velejar, onde em cada um, existem saberes específicos como o como acendê-lo, como equilibra para mais, para menos, a chama, como lidar com certos riscos mesmo remotos de incêndio, como harmonizar os diferentes temperos numa síntese gostosa e atraente. E com isso, a prática de cozinhar vai preparando o novato, ratificando para que ele um vire cozinheiro. E já no caso da ação de velejar coloca a necessidade de se ter domínio do barco, das partes que compõem e da função de cada uma delas, como o conhecimento  dos ventos, de sua força, de sua direção, os ventos e as velas, a posição das velas, o papel do motor e da combinação entre motor e velas.
Tudo isso dito é feito para levar o leitor a reflexão crítica sobre a relação Teoria/Prática, por que  sem a qual a teoria pode ir virando blábláblá e a prática, ativismo. Sendo que deve existir um ponto médio entre essas duas.
Freire ressalta a importância de não se ter o ensinar como simplesmente transmitir conhecimento, mas criar formas que possibilitem a sua construção.
Freire ressalta o tópico do capitulo ao explicar o por que não docência sem discencia. Isso por que quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender.
Quando Freire ressalta a importância de rigorosidade metódica ele logo de inicio já deixa claro que isso não tem nada a ver com discurso bancário de se depositar conhecimento na mente do aluno, mas sim aumentar a criação de condições em que aprender torna-se possível.
Freire continua dizendo que ensinar exige pesquisa e respeito ao saber do educando, exige criticidade estética e ética. Ensinar exige a corporeificação das palavras pelo exemplo, como assim? Segundo Freire: O professor que realmente ensinar, nega, como falsa, a fórmula farisaica do "faca o que mando e não o que eu faço". Quem pensa certo está cansado de saber que as palavras a que falta corporeidade do exemplo pouco ou quase nada valem. Pensar certo é fazer certo e não simplesmente falar
Ensinar exige risco, aceitação do novo e rejeição a qualquer forma de discriminação, palavra esta, a última, que tem se tornado ainda existente em nossos tempos, onde um professor universitário á acusado de ser racista ao demonstrar seu preconceito frente a alunos.
Ensinar exige reflexão crítica sobre a prática por que é pensando criticamente a prática de hoje ou de ontem que se pode melhorar a próxima prática.    


Vitor Pignaton Acerbi.

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