Não há docência sem discência.
Logo pelo começo do
capitulo, Freire cita dois exemplos que levam o leitor a reflexão sobre a importância
de se ter domínio sobre determinada pratica para conseguir exerce-la com
maestria. Cita a ação cozinhar e a de velejar, onde em cada um, existem saberes
específicos como o como acendê-lo, como equilibra para mais, para menos, a
chama, como lidar com certos riscos mesmo remotos de incêndio, como harmonizar
os diferentes temperos numa síntese gostosa e atraente. E com isso, a prática
de cozinhar vai preparando o novato, ratificando para que ele um vire
cozinheiro. E já no caso da ação de velejar coloca a necessidade de se ter domínio
do barco, das partes que compõem e da função de cada uma delas, como o
conhecimento dos ventos, de sua força,
de sua direção, os ventos e as velas, a posição das velas, o papel do motor e
da combinação entre motor e velas.
Tudo isso dito é feito para
levar o leitor a reflexão crítica sobre a relação Teoria/Prática, por que sem a qual a teoria pode ir virando blábláblá
e a prática, ativismo. Sendo que deve existir um ponto médio entre essas duas.
Freire ressalta a importância
de não se ter o ensinar como simplesmente transmitir conhecimento, mas criar
formas que possibilitem a sua construção.
Freire ressalta o tópico do
capitulo ao explicar o por que não docência sem discencia. Isso por que quem
ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender.
Quando Freire ressalta a importância
de rigorosidade metódica ele logo de inicio já deixa claro que isso não tem
nada a ver com discurso bancário de se depositar conhecimento na mente do
aluno, mas sim aumentar a criação de condições em que aprender torna-se possível.
Freire continua dizendo que
ensinar exige pesquisa e respeito ao saber do educando, exige criticidade
estética e ética. Ensinar exige a corporeificação das palavras pelo exemplo,
como assim? Segundo Freire: O professor que realmente ensinar, nega, como falsa,
a fórmula farisaica do "faca o que mando e não o que eu faço". Quem
pensa certo está cansado de saber que as palavras a que falta corporeidade do
exemplo pouco ou quase nada valem. Pensar certo é fazer certo e não
simplesmente falar
Ensinar exige risco,
aceitação do novo e rejeição a qualquer forma de discriminação, palavra esta, a
última, que tem se tornado ainda existente em nossos tempos, onde um professor
universitário á acusado de ser racista ao demonstrar seu preconceito frente a
alunos.
Ensinar exige reflexão
crítica sobre a prática por que é pensando criticamente a prática de hoje ou de
ontem que se pode melhorar a próxima prática.
Vitor Pignaton Acerbi.
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