quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Resumo do Livro " Pedagogia da Autonomia"

Capítulo I – Prática Docente: Primeira Reflexão
Neste capítulo Paulo Freire critica as formas de ensino tradicionais, destaca a necessidade do respeito, compreensão, humildade e o equilíbrio das emoções entre educadores e educandos em seus métodos de ensino. Questiona a função de educador autoritário e conservador, que não permite a participação dos educandos, suas curiosidades, insubmissões, e as suas vivências adquiridas no decorrer da vida e do seu meio social. Enfatiza a cautela quando o assunto é educar, pois educar é formar. Destaca a importância do educador e sua metodologia. Ressalta que o educador deve estar aberto também a aprender e trocar experiências com os educandos, pois a vivência dos educandos merece respeito. Em seus métodos atuais enfatiza que a curiosidade dos educandos é um aspecto positivo para o aprendizado, pois é um fator importante para o desenvolvimento da criticidade. O ensino dinâmico desenvolve a curiosidade sobre o fazer e o pensar sobre o fazer. Defende uma pedagogia fundada na ética, no respeito, na dignidade e na autonomia do educando.
Capítulo II– “Ensinar não é transferir conhecimento”
No capítulo 2 Paulo Freire aborda a questão da ética entre educador e educando. Discursa sobre a prática de ensinar. “Ensinar não é transferir conhecimento”, é respeitar a autonomia e a identidade do educando. Para passar conhecimento o educador deve estar envolvido com ele, para envolver os educandos. Deve estimular os alunos a desenvolverem seus pensamentos. Fornece argumentos mostrando que desta forma é possível o desenvolvimento da crítica. Ele se volta para a teoria do pensar certo. Constata as diferenças de forma de tratamento às pessoas em relação ao seu nível social. Educar é também respeitar as diferenças sem discriminação, pois esta é imoral, nega radicalmente a democracia e fere a dignidade do ser humano. Qualquer forma de discriminação deve ser rejeitada. Aborda alguns conceitos que são necessários para o desempenho do bom ensino tendo por consequência maior aproveitamento no aprendizado. A ética, o bom senso, a responsabilidade, a coerência, a humildade, a tolerância são qualidades de um bom educador. Ele também aborda a questão do professor defender seus direitos e exigir condições para exercer sua docência, pois dessa forma estará exercendo sua ética e respeito por si mesmo e pelos alunos.
Capítulo III – “Ensinar é uma especificidade humana”


No capítulo 3 Paulo Freire aborda o tema da autoridade do educador. É muito importante a segurança e o conhecimento do professor para se fazer respeitado. Distingue a autoridade docente democrática da autoridade docente mandonista. Protesta em relação à minimização da população mais carente quanto à imposição de colocá-los em situações ditas como fatalísticamente imutáveis pela sociedade mais favorecida, com o objetivo de obter alienação, resignação e conformismo. Mostra que há necessidade de decisão, ruptura e escolhas para alcançar os objetivos. Como professor critico impõem a decência e a ética como fatores qualitativos para obter o respeito dos alunos, e estes acompanhá-los. Os professores têm uma séria responsabilidade social e democrática. Indica que há uma necessidade de mudanças na postura dos profissionais para enfim colaborar com a melhoria de condições e qualidade de vida, e assim desarticular qualquer forma de discriminação e injustiça, pois a educação é uma especificidade humana que intervém no mundo. Traça aspectos necessários aos educadores para dar oportunidade aos educandos de desenvolverem sua criatividade, o senso de crítica, respeito, e liberdade.

domingo, 9 de novembro de 2014

Ficha de Observação. Vitor Pignaton Acerbi

INSTITUTO FEDERAL DO ESPIRITO SANTO
LICENCIATURA EM QUÍMICA

FICHA DE OBSERVAÇÃO

Dados de identificação da escola e professor supervisor
Nome:
Endereço:
Telefone:
Instituição: Publica (       ) Privada (      )
Modalidade de ensino:  Ensino fundamental  (   )  Ensino médio (     )  EJA (     )
Porf. Supervisor:
Turmas:
Horários:  Matutino (    ) Vespertino (    )  Noturno (    )

1 – Observação de sala de aula.

1.1   Observações em relação ao professor supervisor:

Prepara o ambiente e materiais a serem utilizados antecipadamente? Segue o que planejou? Observações:

 





O professor contextualiza os assuntos relacionados a química com o cotidiano sociocultural dos alunos. (  ) sim (  ) não.
Observações: 
 





Estimula a participação de todos o alunos? Como o faz?
 





Há quanto tempo o professor está formado? Qual sua formação?
 



Há quanto tempo atua como professor?

 


Qual a visão do professor sobre a avaliação da aprendizagem do aluno?
 







1.2   Observações quanto a rotina das atividades:

Todos os dias segue a mesma rotina? Sim (  ) Não(   ).

Os alunos costumam solicitar auxilio na execução das atividades? Sim (  ) Não(   ).

Os alunos costumam solicitar auxilio fora do horário de aula? Sim (  ) Não(   ).

Preparou e realizou alguma atividade pratica? Sim (  ) Não(   ). Se sim descrever.

 






Participação da Turma (destacar principais características da turma): 
 









quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Plano de aula ministrada durante aula de estágio supervisionado. Vitor Pignaton Acerbi.

http://spc.fotolog.com/photo/60/0/122/ifesaracruz/1236804919069_f.jpg  IFES - Instituto Federal do Espírito Santo

    Coordenadoria do Curso de Licenciatura em Química

Estágio Supervisionado 1
Professora: Patrícia e Katiuscia



- PLANO DE AULA -

Instituição: IFES

Data: 06/11/14

Horário: 08:30           
Duração: 50 min
Série: 1° Ano
Turno: Matutino
Área do conhecimento: Química

Tema Geral: Reações químicas. Tema especifico (experimental): Reação de obtenção do Acetileno.

Professor(a) Titular: Juliana

Professor(a) Licenciando: VITOR PIGNATON ACERBI


PRÉ- REQUISITOS


Não há pré-requisitos.


OBJETIVOS


Objetivo Geral: Capacitar o aluno a compreender o que são reações químicas.

Objetivos específicos: mostrar aos alunos onde estão presentes as reações, classificar tipos de reações, identificar e calcular valores relacionados ao conteúdo, demonstrar uma reação química através de um experimento (Experimento de obtenção do gás acetileno).

CONTEÚDOS

1) Introduzir o conceito de reações químicas.
2) Classificação das reações químicas.
3) Aprender conceitos de química experimental através de realização de experimento.

METODOLOGIA


Aula expositiva em sala de aula e experimental demonstrando a reação de obtenção do gás comercial acetileno.

RECURSOS


Quadro branco, material para aula experimental (pedras de carbeto de cálcio, agua, fósforo e recipiente de aço).

AVALIAÇÃO


Participação durante a aula.

REFERÊNCIAS

Química, Ricardo Feltre, volume 2, 6°ed. São Paulo.
Quimica, Julio Cezar F. Lisboa, volume 2, 1°ed. São Paulo.



Comentários acerca do Cap.3 do livro pedagogia da autonomia de Paulo freire. Vitor Pignaton Acerbi.

Comentários acerca do Cap.3 do  livro pedagogia da autonomia de Paulo freire.
Vitor Pignaton Acerbi.

Ensinar é uma especificidade humana
Exige segurança, competência profissional e generosidade.
O professor que não leve a sério sua formação, que não estuda, que não se esforça para estar à altura de sua tarefa não tem força moral para coordenar as atividades de sua classe. Sabemos que isso é pura verdade, e infelizmente realidade de alguns locais. Na prática ocorre que o professor quer se mostrar ser o que não é, até que em certo momento se depara com algum aluno que leva os estudos bem a sério e começa a lhe fazer perguntas da qual ele não tem o conhecimento, muitas vezes por falta de vontade de buscar as respostas, ou também como já vimos no capitulo anterior, lhe falta uma característica indispensável, a curiosidade. E com isso tudo ocorrendo, claro, a incompetência profissional desqualifica a autoridade do professor.
Sabemos como é horrível ter aquele professor que demonstra arrogância, que julga alguns de forma pesada porem com outros e com ele mesmo, afinal professor também erra, e muito, julga de forma mansa e branda.
Freire ressalta a importância da autoridade coerentemente democrática, fundando-se na certeza da importância, quer de si mesma, quer da liberdade dos educandos para a construção de um clima de real disciplina, jamais minimiza a liberdade. Pelo contrário, aposta nela. Empenha-se em desafiá-la sempre e sempre; jamais vê, na rebeldia da liberdade, um sinal de deterioração da ordem. Será que é assim que nós estamos sendo? Estamos abrindo oportunidades para que nossos alunos expressem suas opiniões? Será que quando digo: Sou democrático, meus alunos tem direitos, ele são livres. Estamos falando a verdade? É muito importante que sim! Estamos formando mentes pensantes, estamos contribuindo na formação de pessoas que construirão nosso futuro. Eles, os educandos são quem estarão no auge de sua vida, provavelmente em todos os sentidos, quando a maioria de nos já não estiver mais, isso em muitos sentidos. Por isso a importância de levarmos estes questionamentos bem a serio, pois são de grande responsabilidade.
Por isso que Ensinar exige comprometimento, não posso ser professor sem me por diante dos alunos, sem revelar com facilidade ou relutância minha maneira de ser, de pensar politicamente. Não posso escapar à apreciação dos alunos.  
Ensinar exige compreender que a educação é uma forma de intervenção no mundo; Ensinar exige liberdade e autoridade; Ensinar exige tomada consciente de decisões; Ensinar exige saber escutar. Este é um tópico que chama a atenção de todos, afinal quando se é professor há tanto a falar, não é verdade? Tanto a conteúdo a passar, a transmitir, e na maioria das vezes não se consegue transmitir tudo não é mesmo? E como é que se faz isso? Falando, e falando muito! Mas, e aí, em que momento estamos escutando nossos alunos, conversando com eles sobre o que está difícil, o que eles não estão gostando, o que eles gostariam que melhorasse na sala de aula, na sua casa, na sua cidade, no seu estado, no seu país, no mundo. Afinal, não podemos nos limitar quando se trata de educação a passar simplesmente o que está no livro, mas também tentar passar visões de mundo para os alunos. E dentro destes pontos que devemos escutar. Escutar é fundamental, afinal como dito por Freire, “O educador que escuta aprende a difícil lição de transformar o seu discurso, às vezes necessário, ao aluno, em uma fala com ele.” Sim, é isso realmente, se simplesmente falarmos poderemos de certa forma estar jogando palavras ao vento, se não soubermos de que se trata especificamente o assunto de interesse do aluno, mas, se primeiramente ouvirmos, e escutarmos atentamente, aí sim, terá toda diferença, e com certeza nosso discurso será diferente, e a atenção de quem nos ouve também será!
Ensinar exige reconhecer que a educação é ideológica; Ensinar exige disponibilidade para o diálogo; Ensinar exige querer bem aos educandos. E é neste ultimo tópico que Freire finaliza o livro. Após tudo escrito, sendo lido, achei interessante colocar como ultimas palavras minhas, repetir as ultimas de Freire que são emocionantes, e talvez até mesmo toquem os corações gélidos daqueles professores que ainda acham que arrogância é sinal de competência na área da intelectualidade, que isso gente, vamos lá, permitam que estas palavras de Freire norteiem um pouco seus modos de pensar e também de agir: “Não é a minha arrogância intelectual a que fala de minha rigorosidade científica. Nem a arrogância é sinal de competência nem a competência é causa de arrogância. Não nego a competência, por outro lado, de certos arrogantes, mas lamento neles a ausência de simplicidade que, não diminuindo em nada seu saber, os faria gente melhor. Gente mais gente.”


Comentários acerca do Cap.2 do livro pedagogia da autonomia de Paulo freire. Vitor Pignaton Acerbi.

Comentários acerca do Cap.2 do  livro pedagogia da autonomia de Paulo freire.
Vitor Pignaton Acerbi.

Ensinar não é transferir conhecimento

Será que nós professores, e/ou futuros professores quando entro em uma  sala de aula sou um ser aberto a indagações, à curiosidade, às perguntas dos alunos, a suas inibições, um ser crítico e inquiridor, inquieto em face da tarefa que tenho - a ele ensinar e não a de transferir conhecimento?
É dessa forma que resolvi começar meus comentários acerca deste capitulo do livro, transformando a afirmação de Freire numa pergunta retórica.
Ensinar exige consciência do inacabamento. Como assim? Será que eu como professor estou predisposto a mudança? À aceitação diferente? Aqui Freire comenta sobre o inacabamento do ser, Na verdade, o inacabamento do ser ou sua inconclusão é próprio da experiência vital. Onde há vida, há inacabamento.
Freire ressalta que somente os seres que se tornam éticos podem romper com a ética. Afinal não se sabe de tigres africanos que tenham jogado bombas altamente destruidoras em "cidades" de tigres asiáticos. Freire vem abordando uma visão, que a partir do momento em que o homem foi intervindo nas coisas ao seu redor, foram “criando” o mundo, na verdade, muitos vem criando seu próprio mundo, (detalhe que o 2ª palavra criando está sem aspas) tambem foram gerando uma tensão radical entre o bem e o mal, entre a dignidade e a indignidade.
Ensinar exige o reconhecimento de ser condicionado. Aqui pude ler algo muito interessante, que me chamou muito a atenção. “Gosto de ser gente porque, inacabado, sei que sou um ser condicionado mas, consciente do inacabamento, sei que posso ir mais além dele. Esta é a diferença profunda entre o ser condicionado e o ser determinado. Realmente, devemos todos os dias nos lembrar disso, somos seres condicionados ao sistema a nosso redor, porem, somos inacabados, podemos ser nossos mediadores de nossas próprias transformações, e claro como doscentes, ajudar nas de nossos discentes, por que também de certa forma, seremos parte do “sistema” ao qual eles, discentes, também estão condicionados.
Ensinar exige respeito à autonomia do ser do educado. Nesse tópico Freire traz uma verdadeira lição para aqueles que ainda acham que a educação deve ser simplesmente tecnicista e sem respeitos ao educando. Freire ressalta que o professor que desrespeita a curiosidade do educando, o seu gosto estético, a sua inquietude, a sua linguagem, mais precisamente, a sua sintaxe e a sua prosódia; o professor que ironiza o aluno, que minimiza, que manda que "ele se ponha em seu lugar" tanto quanto o professor que se exige do cumprimento de seu dever de ensinar, de estar respeitosamente presente à experiência formadora do educando, transgride os princípios fundamentalmente éticos de nossa existência. É neste sentido que o professor autoritário, que por isso mesmo afoga a liberdade do educando, amesquinhando o seu direito de estar sendo curioso e inquieto, e com isso influencia diretamente de forma negativa na formação do aluno.
Ensinar exige bom senso, ensinar exige humildade, tolerância e luta em defesa dos direitos dos educadores. Isso por que a luta dos professores em defesa de seus direitos e de sua dignidade deve ser entendida como um momento importante de sua prática docente, enquanto prática ética.
Ensinar exige apreensão da realidade, exige alegria e esperança. Ensinar exige a convicção de que a mudança é possível. Afinal como vamos consegui transmitir mensagens de valores, de melhoras num mundo em que não se vê isso todos os dias, se nós mesmos não acreditamos? Ficará muito difícil.
Ensinar exige curiosidade. Como professor devo saber que sem a curiosidade que me move, que me inquieta, que me insere na busca, não aprendo nem ensino. É muito importante que todos, principalmente os docentes possam dar vazão as suas curiosidades. Não reprimi-las. Este é um direito de todos, é um direito nosso. Com uma curiosidade “domesticada” como dito por Freire podemos até conseguir memorizar muitas coisas, mas sem a curiosidade verdadeira nunca obteremos uma compreensão geral de um assunto, de um funcionamento, de um mecanismo. Por isso que a construção de qualquer conhecimento implica que exerçamos o nosso direito de sermos curiosos.

Vitor Pignaton Acerbi


Comentários acerca do Cap.1 do livro pedagogia da autonomia de Paulo freire. Vitor Pignaton Acerbi.

Não há docência sem discência.

Logo pelo começo do capitulo, Freire cita dois exemplos que levam o leitor a reflexão sobre a importância de se ter domínio sobre determinada pratica para conseguir exerce-la com maestria. Cita a ação cozinhar e a de velejar, onde em cada um, existem saberes específicos como o como acendê-lo, como equilibra para mais, para menos, a chama, como lidar com certos riscos mesmo remotos de incêndio, como harmonizar os diferentes temperos numa síntese gostosa e atraente. E com isso, a prática de cozinhar vai preparando o novato, ratificando para que ele um vire cozinheiro. E já no caso da ação de velejar coloca a necessidade de se ter domínio do barco, das partes que compõem e da função de cada uma delas, como o conhecimento  dos ventos, de sua força, de sua direção, os ventos e as velas, a posição das velas, o papel do motor e da combinação entre motor e velas.
Tudo isso dito é feito para levar o leitor a reflexão crítica sobre a relação Teoria/Prática, por que  sem a qual a teoria pode ir virando blábláblá e a prática, ativismo. Sendo que deve existir um ponto médio entre essas duas.
Freire ressalta a importância de não se ter o ensinar como simplesmente transmitir conhecimento, mas criar formas que possibilitem a sua construção.
Freire ressalta o tópico do capitulo ao explicar o por que não docência sem discencia. Isso por que quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender.
Quando Freire ressalta a importância de rigorosidade metódica ele logo de inicio já deixa claro que isso não tem nada a ver com discurso bancário de se depositar conhecimento na mente do aluno, mas sim aumentar a criação de condições em que aprender torna-se possível.
Freire continua dizendo que ensinar exige pesquisa e respeito ao saber do educando, exige criticidade estética e ética. Ensinar exige a corporeificação das palavras pelo exemplo, como assim? Segundo Freire: O professor que realmente ensinar, nega, como falsa, a fórmula farisaica do "faca o que mando e não o que eu faço". Quem pensa certo está cansado de saber que as palavras a que falta corporeidade do exemplo pouco ou quase nada valem. Pensar certo é fazer certo e não simplesmente falar
Ensinar exige risco, aceitação do novo e rejeição a qualquer forma de discriminação, palavra esta, a última, que tem se tornado ainda existente em nossos tempos, onde um professor universitário á acusado de ser racista ao demonstrar seu preconceito frente a alunos.
Ensinar exige reflexão crítica sobre a prática por que é pensando criticamente a prática de hoje ou de ontem que se pode melhorar a próxima prática.    


Vitor Pignaton Acerbi.